Pular para o conteúdo principal

Translate

Eu, o relógio e Nacional Kid

Relógio marca as horas de um tempo que não vai voltar


Era uma tarde qualquer ou deveria de ser, minha mãe na cozinha preparava o jantar para quando a noite chegar, eu com meus 6 anos de idade, estava sentadinho no sofá da sala vendo televisão no canal do meu super herói favorito, o Nacional Kid.
Relógio-Nacional-Kid
Minha mãe com o costume de me deixar três horas em casa após o almoço para que segundo ela a digestão fosse perfeita, no quarto (como sempre) minha irmã brincava de professora com suas bonecas e não sei porque, dessa vez ela não me chamou para fazer parte da sua turma de "alunos", acredito por eu estar muito quieto, ou pelo menos assim parecia vendo Nacional Kid na televisão imaginando como eu iria ajudá-lo no combate contra os invasores.
Relógio-de-pêndulo
Olhei o relógio da sala e me deu a ideia que dois Nacional Kid, poderia ser mais fácil de "salvar a Terra dos invasores" e da minha casa também, é claro, então eu teria que me transformar num, mas como? Pensei, pensei e tive a ideia de ir ao banheiro fazer de uma toalha a minha asa, (Nacional Kid voava).

Bom, arrumei a asa, mas agora como voar? Novamente, pensei, pensei, resolvi subir no móvel da sala onde estava o relógio, imaginando se eu subisse nele poderia ficar ainda mais alto e esse meu "voo" de ajuda a Terra contra os invasores seria melhor.

Já em cima do relógio e nas alturas, me preparei para o"voo", não preciso dizer muito que fui ao chão junto com tudo e o relógio para meu desespero fez um grande barulho e ainda o danado começou a tocar musiquinhas. 
Relógio-Nacional-Kid
Minha mãe apavorada apareceu me encontrou no chão com o relógio tocando, eu com a cara mais tranquila do mundo disse: "Mãe consegui ajudar o Nacional Kid a pegar os invasores protegi a senhora, o seu relógio também ajudou tocando o alarme anunciando que eles estavam próximos, agora não sei o porque dele ainda continuar alertando de mais invasores, será que tem mais e não vi?"

Minha mãe vendo que tudo estava bem comigo, ficou mais calma e disse: "Filho, a Terra e a mamãe estarão sempre protegidas por você, pelo papai e sua irmã, logo, não precisa ter outro Nacional Kid, deixa aquele cuidar de quem realmente precise e não tem ninguém para ajudá-los e quanto ao relógio, talvez mamãe nem queira consertá-lo mais, assim sempre que você olhar para ele quebrado, verá que nunca terá "invasores" aqui em casa.

Logo em seguida, me deu um beijo e tornou a falar baixinho: "Mamãe está feliz por você, papai e sua irmã, cuidarem de mim e da nossa casa"

Quando se tem carinho, como esquecer dessa infância feliz?

Beijos,
Contos do Guri


Comentários

  1. verdade quando se tem carinho nem se deve esquecer que teve uma infancia feliz mesmo ..adorei o texto

    ResponderExcluir
  2. Amei a historinha,tens uma imaginação fértil hein!
    Toda mãe gostaria de ter um nacional kid em sua vida,alguém que a proteja.
    Pena que nem sempre é o que acontece.
    Bjsss

    ResponderExcluir
  3. Que mãezona heim?
    Compaixão, amor, e muita compreensão envolvidos!
    Adorei o conto!
    bju

    ResponderExcluir
  4. Rafael crianças tem tantas brincadeiras, a imaginação delas vai além, todos nós quando éramos crianças tinha também fantasias, Rafael bjs.

    ResponderExcluir
  5. Que historinha graciosa! Mãe, eterna rainha!

    ResponderExcluir
  6. Imaginação de criança é tudo, amei a história.

    ResponderExcluir
  7. Adorei o texto, nada melhor como o amor de mãe que alimenta mais ainda a imaginação da criança! bjo

    ResponderExcluir
  8. Amei o Texto!!
    a imaginação é muito importante para as crianças pequenas e nós as grandes!rsr
    bjúús

    ResponderExcluir
  9. Que história legal ameii demais beijos

    ResponderExcluir
  10. Gostei do conto rafa esta de parabéns bjs

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Amor a luz do dia

Amor e a contemplação dele na luz de um dia
Caminham as horas no dia nublado com sol...  Imaginando encontrar você ao acordar  Ligo... A ligação não é completada  Então lhe chamo no silêncio que ficou...  Sim! Vem a mim todos momentos que eu pude ser seu As cumplicidades das madrugadas pareciam terem vidas...  Vidas que agora recordo Dentro das asas do tempo chegávamos voando até o quarto do éden...  Pairávamos no ar entre paredes coloridas do amor  O cheiro era suave desse amor... Jardins, flores, nós... Sempre, nós O seu olhar castanho escuro brilhava ao ver além do que sonhávamos...  Num lugar mágico, vivíamos, ricos de cores e sabores...  E assim o cinza do céu dava lugar ao sol, visto através das nossas almas apaixonadas...  Era a forma mais bonita quando o sol refletia seu corpo pra mim, encanto  Em sonhos, puxava você para os meus braços, beijava lentamente até seu despir...  Hum... Cabelos longos, pele branca e macia... Mistura de anjo e demônio...  Abria seu sorriso, encabulando o meu que obs…

Primeiro beijo

Beijo em um outro por do sol
Paula se mostrava uma menina extrovertida fazendo amizades com todos da rua rapidamente, nossas conversas eram constantes e eu particularmente começava a dividir meu tempo de brincadeiras com os meninos e as meninas (por causa de Paula), isso deixava meus colegas um tanto quanto enciumados, afinal a moradora nova dava mais atenção a mim e eu acabava deixando as vezes de brincar com eles para ficar com as meninas, uma forma indireta de ficar mais perto de Paula e quem sabe dar um meu primeiro beijo na boca.


Esse meu interesse foi também despertando o desejo de aprender dar beijo na boca, comecei a interrogar meus pais como fazer para saber beijar (na boca), eles riram e cada um ao seu modo tentava me explicar, minha mãe dizia que o beijo era como chupar laranja, já meu pai como morder uma maçã, aquilo de um certo modo confundia ainda mais a minha cabeça, mas mesmo assim, vivia chupando laranja, ou mordendo maçã e foram tantas que acabou me dando uma tremenda…

Dia D!

Dia "D" quem na vida não teve um dia assim?
Dia "D", então... Naquele dia a tardinha, minha mãe estava no telefone não poderia imaginar o que viria me acontecer, sabia apenas que a minha mãe no telefone repetia meu nome e perguntava a outra pessoa que estava na linha se teria que ser no dia de hoje. Eu bem miudinho brincando com minhas caixinhas com aquela curiosidade em saber o por que de minha mãe falar tanto no meu nome para a outra pessoa, mas finalmente desligado o telefone minha mãe disse que iria me dar banho, pois sairíamos no dia de hoje pra visitar um moço, foi quando descobri que esse moço era na verdade o doutor Pascoalino (meu pediatra).
Parecia uma visita comum num dia também comum, visto que eu estava bem de saúde, mas enganei-me, pois aquela visita seria para saber se eu tinha uma tal de fimose, nunca ouvi falar desse nome e nem sabia onde ficava essa coisa, mas nesse dia ao chegar lá, tinha um moço todo de branco ( doutor Pascoalino) com um treco pen…